Consenso Míope

Estamos observando, nestes tempos pós-eleição, o esforço da mídia empresarial em construir um consenso em favor da adoção de medidas econômicas de redução de gastos públicos como a única hipótese capaz de levar a economia de volta ao crescimento econômico. Não são discutidos, em detalhe, os custos sociais das medidas prescritas. Ou estes custos e riscos são citados superficialmente, considerados temporários, ou são vistos como efeitos colaterais inevitáveis e, para alguns, desejáveis. Este é o caso, por exemplo, da redução do custo médio dos salários e do aumento do desemprego.
Observamos na Europa, nos Estados Unidos e no Japão ampla discussão sobre o assunto e a adoção de políticas econômicas restritivas está longe de ser consenso.
Chamo de consenso míope o samba de uma nota só que a mídia empresarial do Brasil adotou.
Publicamos, a seguir, os três primeiros parágrafos de artigo de Robert Skidelsky, que discute a situação da Inglaterra. Para ler o artigo completo, acesse “project-syndicate.org”. A leitura do artigo até o seu final é fundamental para entendimento do ponto de vista do autor.

LONDON – There is a growing apprehension among Britain’s financial pundits that Chancellor of the Exchequer George Osborne is not nearly as determined to cut public spending as he pretends to be. He sets himself deadlines to balance the books, but when the date arrives, with the books still unbalanced, he simply sets another.
Consider some fiscal arithmetic. When Osborne became Chancellor in 2010, the budget deficit – spending minus revenue – was £153 billion ($239 billion), or 10.2% of GDP. He promised that by 2015 the deficit would stand at only £37 billion, or 2.1% of GDP – equivalent to balancing current spending and revenue. Instead, the deficit for 2014-2015 is expected to be £97 billion. The conclusion of Osborne’s balancing act has been postponed until the 2019-2020 budget.

Osborne talks about the need to cut spending, but his actions say otherwise. Though he vowed to reduce spending by more than £100 billion by now, he has cut less than half of that, simply extending his five-year rolling program of cuts for another few years. As a result, Osborne, the poster child for British austerity, is starting to look like a closet Keynesian.

Read more at http://www.project-sindicaste.org/commentary/osborne-deficit-growth-by-robert-skidelsky-2014-12#6SIuiigdVX2SwtOP.99

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