Mudanças de cenário, crescimento distributivo e arrocho fiscal: inconsistências desta equação

Publicado originalmente em Plataforma Política Social em 02/02/2015

Vanessa Petrelli Corrêa *

Introdução

O período que vai de 2004 a 2010 na economia brasileira apresentou um processo de crescimento maior do que a média dos vinte anos anteriores, acompanhado de maior inclusão social. Ocorre, no entanto, que a partir de 2011, abre-se uma nova etapa, em que se observa uma queda paulatina do crescimento e uma piora de indicadores macroeconômicos, especialmente os referentes às Necessidades de Financiamento do Setor Público (fluxo) e à Dívida Pública (estoque).

Atualmente, se assiste ao retorno da interpretação tradicional, segundo a qual os desajustes recentemente observados devem-se a “excessos de gasto”, que teriam provocado uma espiral inflacionária, como também a piora das contas públicas, sendo que um ajuste fiscal é urgente para retomar os patamares anteriores de superávit primário. Contrapomo-nos a esta interpretação, e nossa discussão vai no sentido de destacar que a “solução” de ajuste fiscal vem como resultado de uma matriz de interpretação que diverge das ações que foram essenciais para o perfil do crescimento que se verificou após 2003.

As alavancas do crescimento

Para nós, a experiência de crescimento verificada no país no período 2004-2011 e que teve a capacidade de gerar maior inclusão, se deveu à combinação de três fatores básicos (i): ao cenário internacional particularmente favorável; (ii) à dinâmica redistributiva interna por meio dos aumentos conjuntos do salário mínimo, das transferências públicas de renda e do crédito às famílias, sendo que este processo afetou fortemente o Consumo; e (iii) à ação do Estado na expansão dos Investimentos Públicos (e das empresas estatais) e no financiamento do investimento privado.

De fato, o crescimento acelerado da economia brasileira a partir de 2003 foi inicialmente impulsionado pelo setor externo, sendo que o Brasil e outros países periféricos se beneficiaram do aumento dos preços internacionais das commodities e do ritmo de crescimento do comércio mundial. Estas condições levaram a rápido crescimento das exportações brasileiras, especialmente as vinculadas a matérias primas e manufaturados ligados a Recursos Naturais. Este processo gerou impactos de aumento de renda e emprego e provocou um efeito acelerador ao Investimento, induzido por esta nova demanda.

A partir daí, chegamos às demais alavancas, que foram essenciais para puxar o crescimento, mas também provocaram efeitos distributivos. Um dos pontos fundamentais para se compreender a dinâmica gerada é o de que o estímulo do crescimento resultante do Setor Externo deu lugar a um ciclo de crescimento da Carga Tributária, sendo que a expansão da mesma após 2004 esteve relacionada ao próprio processo de crescimento econômico (a Carga Tributária saiu de um patamar de 32% do PIB em 2002, para 34,5% em 2008). Foi este aumento da Carga Tributária que permitiu que houvesse a decisão por uma política de forte expansão dos Gastos Públicos, especialmente após 2006, mesmo mantendo-se elevados Superávits Primários.

No caso dos Gastos com Consumo, que têm relação com a Renda Pessoal Disponível, a própria expansão do Emprego resultante do crescimento é fundamental. Destaque-se, ademais, que a ação do Estado contribuiu fortemente para o crescimento do Consumo das famílias, mediante três mecanismos: (i) as Transferências de Assistência e Previdência (TAPs), que têm relação com a Carga Tributária e que entre 2003 e 2010 atingiram o patamar de 15% do PIB; (ii) o aumento real do Salário Mínimo, que também afetou fortemente as TAPs, na medida em que parte importante das mesmas está ligada a essa remuneração; (iii) o aumento do Crédito, fortemente influenciado pelo comportamento dos Bancos Públicos.

Trabalho

No que se refere ao Investimento Público, ele também cresceu ancorado na expansão da arrecadação. Se tomarmos a Formação Bruta de Capital Fixo da União, dos Estados e Municípios e das Estatais Federais, constataremos seu crescimento, especialmente após 2007 – passa de 2,6% do PIB em 2003 para 4,7% do PIB em 2010, quando atingiu seu valor máximo desse interregno. Um fato importante a mencionar é o papel anticíclico que os Investimentos Públicos tiveram após a eclosão da Crise de Subprime, sendo importante comentar os efeitos aceleradores que provocam, afetando os investimentos privados, fato ainda complementado pelo financiamento do Investimento, via BNDES. Neste contexto, um ponto fundamental a mencionar é que, respondendo ao crescimento da própria demanda interna, os Investimentos Totais cresceram mais do que o próprio Consumo, no interregno que estamos analisando.

A mudança da orientação do crescimento e a desaceleração

A partir do segundo semestre de 2010 foi possível observar uma mudança na dinâmica do modelo de crescimento. De fato, o conflito constante nas definições da política macroeconômica se explicitou em 2010, quando a inflação ultrapassou o centro da Meta (4,5%aa). Contrariando o diagnóstico de importante parte dos economistas heterodoxos, de que este resultado teve forte relação com o choque de preço das commodities, o Governo seguiu a interpretação (continuamente veiculada pela mídia) de que o excesso de demanda fora o causador da aceleração inflacionária observada, e isto provocou um processo de ação antiexpansionista, que envolveu diferentes medidas, com destaque para a redução de Gastos Públicos, controle dos empréstimos e aumento de juros, sendo que esta última medida permaneceu até agosto de 2011.

Desta forma, entre junho de 2010 e janeiro de 2011 a taxa de crescimento das despesas da União apresentou queda importante, e em agosto de 2011 ela já havia caído para 4,31%. Paralelamente, a taxa de crescimento das Receitas mantinha basicamente os patamares anteriores (entre 10% e 13%). Neste sentido, à medida que esta dinâmica se observava ocorria uma melhora do Resultado Primário da União, sendo que em agosto de 2011 ele chegou ao nível de 2,93% do PIB.

No entanto, seguimos a interpretação de que esta ação contracionista teve consequências negativas importantes sobre a economia brasileira, na medida em que: (i) veio no momento em que o processo de desaceleração da economia mundial apresentava importantes impactos negativos sobre a Balança Comercial brasileira e sobre as decisões de investir dos empresários; (ii) afetou os componentes da demanda interna, que estavam sendo essenciais à manutenção do crescimento, e estes foram fatores que se somaram para arrefecer ainda mais o conjunto das decisões de investir.

No que se refere ao Setor Externo, desde 2010 já se observava uma virtual estagnação do Quantum do Comércio, o que vinha junto com uma paulatina queda do preço das Commodities. Este processo afetava, cada vez mais, o movimento das exportações brasileiras, sendo que a Balança Comercial do país apresentava resultados decrescentes, mas ainda positivos. De outra parte, os Investimentos Privados também desaceleravam, e os estoques aumentavam, indicando uma piora na confiança quanto ao futuro.

Ora, a redução dos Gastos Públicos centrou-se fortemente na contração dos Investimentos, tanto da União, quanto dos estados, aliados ainda à queda dos Investimentos das Empresas Estatais. Ou seja, afetou diretamente outra alavanca importante do crescimento, que estava sendo um elemento essencial de demanda interna, na situação de queda do crescimento mundial e de queda de expectativa de demanda.

É bem verdade que houve a tentativa de contrabalançar a redução dos Investimentos Públicos com incentivos aos Investimentos Privados, mediante uma série de medidas que envolveram: desonerações tributárias, desvalorização cambial, queda dos juros. No entanto, estas ações não obtiveram os resultados esperados, destacando-se que as desonerações não exigiam contrapartidas por parte das empresas: estas aumentaram suas margens de lucro, mas continuaram não investindo. Desta forma, no ano de 2011 observou-se uma queda da FBKF em Máquinas e Equipamentos, ainda que a FBKF em Construções tenha crescido, em grande parte graças à ação do “Minha Casa Minha Vida”. Ou seja: a própria fraqueza da demanda de Investimentos provocou impactos negativos sobre a produção de bens de capital produzidos no país.

A este comportamento somou-se a contração relacionada ao não aumento real do Salário Mínimo, ao controle do crédito e à desvalorização cambial, que comprometeram o Consumo. Desta forma, o que se observa é que a contração do Gasto Público afetou as demandas de Consumo e Investimento e afetou negativamente as decisões de novos investimentos do setor privado, devendo-se notar que parte importante desse comportamento foi autoinfligido. Ademais, esta situação de baixo crescimento não foi, de fato, revertida deste então, ainda que desde 2012 tenhamos observado a volta do crescimento dos Investimentos Públicos, na tentativa de voltar a alavancar o crescimento.

Mudança na dinâmica dos fatores que propiciaram o crescimento e necessidade de ajustes às novas condições

Em 2012 o crescimento real do Salário Mínimo foi importante para a manutenção dos Gastos com Assistência e Previdência (TAPS) e, do lado dos Investimentos Públicos, assistimos à retomada dos mesmos. Observe-se que crescem, especialmente, os Investimentos das estatais federais, dos estados e municípios e, com menos vigor, os da União. Mesmo assim, destaca-se a elevação dos investimentos no âmbito do PAC 2 (com uma alta de 40,3% em 2012), sendo que retomam-se os grandes projetos de investimento de infraestrutura e logística.

Ou seja; as taxas de crescimento das Despesas começam a crescer de novo, a partir de janeiro de 2012. Ainda assim, é importante mencionar que elas passam a apresentar taxas de crescimento substancialmente menores do que as observadas antes de 2010, sendo que as mesmas têm mantido patamares em torno de 4 a 5% ao ano. No entanto, paralelamente se observa a inversão do comportamento das Receitas Públicas, sendo que as taxas de crescimento das mesmas iniciam uma trajetória de queda, por conta da própria queda do crescimento observada a partir de 2011, que provocou um arrefecimento no crescimento da arrecadação, indicando a mudança de conjuntura. Ocorre que esta situação foi, ainda, negativamente impactada pelas desonerações que foram dirigidas ao Setor Privado. O destaque vai para o fato de que estes números são expressivos, sendo que o volume das desonerações, no ano de 2013, alcançou R$ 77,8 bilhões, o que representa um aumento de 80% em relação aos R$ 43,1 bilhões de 2012.

Desta forma; a queda do crescimento da arrecadação somada às desonerações são os fatores essenciais para compreender a queda do Superávit Primário, uma vez que não houve explosão de despesas. Aliás, o crescimento das Transferências de Assistência e Previdência tem sido substancialmente menor (por conta do reduzido crescimento do Salário Mínimo) e o Grupo de “Pessoal e Encargos” também tem apresentado menores patamares de crescimento. Os Investimentos Públicos são aqueles que apresentaram a maior aceleração no conjunto das Despesas, mas devemos lembrar que eles representam apenas cerca de 6% das Despesas Totais.

Estes investimentos conseguem ter efeitos sobre o crescimento em 2013, ainda que o resultado apresentado pelo PIB tenha sido modesto e a situação recente é a de desaceleração dos componentes da demanda, inclusive do Consumo.

Na verdade, o que se observa é que a mudança do cenário externo, indica que os Estados Unidos ainda apresentam uma taxa de crescimento moderada, a Europa ainda demorará para ter uma retomada mais robusta, e a China apresenta taxas de crescimento ainda altas, mas menores do que as apresentadas anteriormente. Ou seja, a perspectiva é a de que a forte expansão mundial observada entre 2003 e 2008 não voltará a ocorrer nos próximos anos, e os países, de forma geral, tenderão a crescer menos do que o observado no referido período anterior. Ademais, os preços das commodities também não terão o mesmo movimento virtuoso que no passado recente.

Grito

Este novo cenário provoca duas ordens de impactos na dinâmica brasileira de crescimento: (i) afeta o setor externo, pelo menor vigor de crescimento das exportações brasileiras, explicitando os desajustes do modelo por não ter enfrentado a questão da “não mudança” da estrutura industrial doméstica; e (ii) afeta os componentes da demanda interna, na medida em que um menor ritmo de crescimento afeta a expansão das Receitas e a Carga Tributária, comprometendo a engrenagem das alavancas de crescimento em curso que estão fortemente relacionadas aos Gastos Públicos.

A perspectiva indicada pela análise que levantamos é a de que a saída pelo Setor Externo não apresenta possibilidade de dinamismo mais vigoroso, ainda que se possa observar um potencial de melhora das exportações de nossos produtos manufaturados, por conta da recuperação dos Estados Unidos e da América do Sul. Neste contexto, a dinâmica do mercado interno brasileiro continua apresentando-se como fundamental, mas a retomada exige uma nova articulação. De um lado, a manutenção das Transferências de Assistência e Previdência continua sendo essencial para a dinâmica redistributiva, mas é preciso observar que esta última exige o crescimento. Destaque-se que o Consumo não voltará ao mesmo patamar de evolução do período pretérito, por conta do menor potencial de crescimento que se desenha; pela redução do espaço de aumento real do Salário Mínimo e pelo próprio aumento da carga de endividamento das famílias observada nos últimos anos.

Nestes termos, os Investimentos continuam sendo alavanca essencial para a retomada, e os Investimentos Públicos são centrais, tanto para a montagem da infraestrutura, quanto para a criação de efeitos multiplicadores e aceleradores, como também pela geração de expectativas favoráveis de demanda para o setor privado.

Seguindo estes argumentos, a manutenção da lógica de obtenção de altos superávits primários e de arrocho fiscal é incompatível com a retomada do crescimento nas novas condições que se apresentam. Isto porque o crescimento da arrecadação será necessariamente menor nos próximos anos em comparação com o período 2003-2010; e, de outro lado, porque os Gastos Públicos continuam sendo centrais à dinâmica econômica brasileira, especialmente se continuamos com o objetivo de redução das desigualdades sociais, conforme o resultado da Eleição Presidencial.

Os movimentos seguintes exigiriam a redução dos futuros níveis de superávits primários perseguidos e a desmontagem da armadilha das desonerações fiscais. Esta linha de política, é claro, diverge daquela que não considera os elementos de demanda como a chave do crescimento.

  • – Vanessa Petrelli Corrêa é professora do IE/UFU e Secretária do Governo Municipal de Uberlândia.

How The sharing economy can change the world – April Rinne

Two years ago at Davos, the sharing economy was a foreign concept. Whenever I asked anyone I met if they had heard of the phrase, I would receive blank stares. Perhaps 5% of people had heard of Airbnb (though they rarely used it). Quite a few more had heard of Zipcar – maybe around 20% of the people I spoke to – but most of them admitted that their familiarity was due to the company’s acquisition by Avis earlier that month.

The year 2015 was when the sharing economy arrived, full force, in Davos. The majority of people I spoke to were familiar with the term, and many had even used sharing economy services. Moreover, the discussions about sharing as “disruptive innovation” focused on the potential positive benefits. That doesn’t meant to say they ignored the challenges and unknowns, but most people recognized that these new business models are here to stay. Far from being afraid of these services and the changes they would bring, most people were accepting of them. In fact, many were curious to know how to participate in, rather than ban, these new platforms and services.

The sharing economy also provided an ideal lens to explore and contribute to other key Davos themes: trust, the circular economy, urbanization, and global development.

Trust

On the first day, Professor Klaus Schwab, the founder and executive chairman of the World Economic Forum, said that trust was the defining issue for the Annual Meeting. Around the world, business and government are suffering from massive trust deficits. However, the emphasis was always on traditional approaches to trust. New notions of trust – and new models of building it, such as platforms like Traity and peer reviews – were rarely featured in sessions. The sharing economy is full of these models and meaningful insights. Looking ahead, what could the Forum community learn from them?

The circular economy

The Circular Economy Award was one of the most talked-about events of Davos, celebrating pioneers in sustainability and zero waste. Several nominees came from the sharing economy, including Lyft, SpareToShare and ParkFlyRent. The nexus between the circular and sharing economies is increasingly robust. In the future, we should expect to see more overlaps and collaboration (zero-waste products designed specifically to be shared, anyone?).

Urbanization

The sharing economy presents significant opportunities for cities: from resource efficiency to local economic investment, community connectedness and resilience. It naturally harnesses hyper-local and citizen-led innovation. Although there were many rich discussions about its role for the future of urban development, it is essential to involve more mayors (and other visionary local leaders) in Davos to reach its full potential. To do otherwise leaves value on the table, for business, policy-makers and residents alike.

Global development and Sustainable Development Goals

Davos this year presented an unprecedented opportunity and venue to bridge trends in the sharing economy with global development issues. A range of insights surfaced, from how peer-to-peer networks could help measure and meet Sustainable Development Goals, to addressing sustainable consumption vis-à-vis the emerging middle class, to the significant (yet largely untapped) role for impact investors. It was incredibly exciting to see – for the first time – the CEOs of large companies, non-profits, consultancies and think tanks finally start to have these conversations.

“Purpose-driven business” was one of the most commonly heard phrases at Davos. We should keep in mind that many sharing economy companies and platforms have social purpose built into their DNA: they exist because of community, and they thrive because of social impact.

Author: April Rinne is Adviser at Sharing Economy, Shareable Cities; she is also a Young Global Leader

Posted by April Rinne – 01:47
All opinions expressed are those of the author. The World Economic Forum Blog is an independent and neutral platform dedicated to generating debate around the key topics that shape global, regional and industry agendas.

Circular Economy Davos 2015 Forum Global Challenges Global Development Innovation New Business Models Sharing Economy Sustainable Development Urbanization Young Global Leaders

Entrevistas de Thomas Piketty na TV Brasileira

Trata-se de vídeo publicado originalmente no blog Cidadania&Cultura, com entrevista do Economista francês Thomas Piketty, sobre seu livro publicado em 2014 e que está fazendo sucesso no mundo todo. A entrevista foi feita pelo Pontual, no programa Milênio, em francês, mas está legendada. Recomendo.
Paulo Martins – dialogosessenciais.com

Blog Cidadania & Cultura

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Measles Is Serious (A History Lesson from My Grandmother)

O título do artigo é : Sarampo É Sério ( Uma Lição Histórica de Minha Avó). A autora mostra preocupação com o surto de sarampo nos EUA. Lá, houve uma campanha pela internet contra a vacinação, por mais absurdo que isto possa parecer. A autora relata a morte de um parente antes do surgimento da vacina. Eu perdi um primo, em 1958, aos 4 anos de idade, resultante de uma complicação de bronquite e sarampo. Espero que essa absurda campanha contra vacinações não chegue ao Brasil.Sarampo só mata quem não se vacina por efeito da pobreza ou da ignorância.

Paulo Martins – dialogosessenciais.com

The Science of Mom

Measles is back. The outbreak of this highly contagious viral illness that started at Disneyland in December has spread across the country and shows no signs of slowing. As of February 6, the CDC reported 121 cases in 17 states in this year alone, most linked to Disneyland. In 2014, we had 644 cases of measles in the U.S. This is a striking increase compared to the last 15 years, when we usually saw less than 100 cases in an entire year.

measles 2015 CDCI’m sorry that so many people have been sickened in this outbreak and hope that it is reined in soon. This is no easy task given our mobile society and the fact that we like to congregate in places like Disneyland, schools, doctors’ offices, hospitals, airplanes, and shopping malls. Add to that the pockets of unvaccinated people where measles can easily spread, and we have a recipe…

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“O Poder e o Economista Útil” – John Kenneth Galbraith

Em 09 de janeiro deste ano publicamos este texto em língua espanhola e prometemos que, tão logo fosse possível, publicaríamos o texto em português. A versão que apresentamos a seguir é a tradução do texto original, publicada na Revista Argumento – Ano I No. 2 – novembro 1973. A Revista Argumento teve apenas dois números e foi “inviabilizada” pela ditadura. Continue lendo ““O Poder e o Economista Útil” – John Kenneth Galbraith”

Povo: em busca de um conceito – Leonardo Boff

Leonardo Boff

Há poucas palavras mais usadas por distintas retóricas do que esta de “povo”. Seu sentido é tão flutuante que as ciências sociais dão-lhe pouco apreço preferindo falar em sociedade ou em classes sociais. Mas como nos ensinava L. Wittgenstein “o significado de uma palavra depende de seu uso”. Entre nós, quem mais usa positivamente a palavra “povo”são aqueles que se interessam pela sorte das classes subalternas: o “povo”.

Vamos tentar fazer um esforço teórico para conferir um conteúdo analítico a “povo” para que seu uso sirva àqueles se sentem excluidos na sociedade e querem ser “povo”.

O primeiro sentido filosófico-social deita suas raízes no pensamento clássico da antiguidade. Já Cicero e depois Santo Agotinho e Tomás de Aquino, afirmavam que “povo não é qualquer reunião de homens de qualquer modo, mas é a reunião de uma multidão ao redor do consenso do direito e dos interesses comuns”. Cabe ao…

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Epidemias de Sarampo nos Estados Unidos e no Brasil – Organização Mundial da Saúde

OPAS / OMS pede vigilância intensificada e outras medidas para prevenir a disseminação de casos de sarampo importados de outras regiões

Washington, DC, 10 de fevereiro de 2015 (OPAS / OMS) – Recentes epidemias de sarampo nos Estados Unidos e no Brasil sugerem que as taxas de imunização em algumas áreas caíram abaixo dos níveis necessários para evitar a propagação de casos importados Continue lendo “Epidemias de Sarampo nos Estados Unidos e no Brasil – Organização Mundial da Saúde”

Recent Measles Outbreaks Point to Gaps in Elimination Efforts

PAHO/WHO urges stepped-up surveillance and other measures to prevent the spread of measles cases imported from other regions

Washington, D.C., 10 February 2015 (PAHO/WHO) — Recent measles outbreaks in the United States and Brazil suggest that immunization rates in some areas have dropped below levels needed to prevent the spread of cases imported into the Americas, Pan American Health Organization/World Health Organization (PAHO/WHO) experts said today.

“Thanks to high levels of immunization, the Americas have been on track for more than a decade to be formally declared free of measles,” said Dr. Cuauhtemoc Ruiz, head of PAHO/WHO’s immunization program. “Maintaining high levels of vaccine coverage is key to preventing and halting outbreaks and to protect our populations from the constant threat of imported cases.”

Measles has been considered eliminated from the Americas since 2002, due to the absence of endemic transmission of the disease. An international verification committee has been compiling evidence to support a formal declaration of the region as measles-free. This would make the Americas the world’s first region to eliminate measles, in line with its similar achievements in eliminating smallpox in the 1970s and polio in the 1990s. Currently the region is also on track to be certified as free of rubella.

All these achievements have been the result of the region’s success in achieving high levels of immunization, through routine immunization programs and mass vaccination campaigns such as the annual Vaccination Week in the Americas, which PAHO/WHO has spearheaded for the past 13 years .

Now, measles elimination “is facing major challenges, with several ongoing importations of measles in some countries,” PAHO/WHO said in an eidemiological alert distributed yesterday to member countries across the region. The alert urges countries to strengthen measles surveillance activities and to “take appropriate measures to protect residents in the Americas against measles and rubella.”

The PAHO/WHO alert reports a total of 147 confirmed measles cases in four countries of the Americas this year, up to February 8. Of that total, 121 cases were in the United States, linked primarily to an outbreak that began at Disneyland in California last December. A single case in Mexico was also tied to that outbreak. Of the remaining cases, 21 were in Brazil and four were in Canada.

The cases in Brazil are part of a larger outbreak that began in early 2013, which has sickened more than 700 people in 31 municipalities.

Between 2003 and 2014, the Americas registered a total of 5,077 imported measles cases, most of them in 2011 (1,369) and (1,848).

“Countries in the Americas have reported cases imported from other regions every year during the past decade, but until recently, they did not lead to significant outbreaks,” said Ruiz. “The current outbreaks point to gaps in immunization that could allow measles and other vaccine-preventable diseases to take hold again and begin spreading in our hemisphere.”

Measles vaccine has been used for more than 50 years and has proven to be safe and effective. Globally, measles vaccine prevented an estimated 15.6 million deaths between 2000 and 2013.

PAHO/WHO recommends that children receive two doses of measles-containing vaccine before their fifth birthday and that levels of coverage with two doses be maintained at 95% or more to prevent the spread of imported cases. Currently, an estimated 92% of 1-year-olds in the Americas receive a first dose of measles vaccine.

In view of the recent outbreaks, PAHO/WHO is also urging health authorities in its member countries to:

Maintain high levels of measles vaccination coverage at the national and local levels.
Advise travelers going to regions that have measles circulation to be sure they are current on their measles vaccines. (This does not apply to infants under 6 months of age, who should not be vaccinated.)
Inform travelers of measles symptoms and what they should do if they suspect they have the disease.
Require proof of measles immunity from workers in the healthcare sector (including medical, administrative and security personnel), and advise tourism and transportation personnel to be fully immunized.
Sensitize private sector health personnel on the need to immediately report any suspected cases.
If imported measles cases are detected, conduct contact tracing and, depending on contacts’ travel history, inform health authorities abroad about the possible location of contacts in their countries.
###

The Pan American Health Organization (PAHO), founded in 1902, is the oldest international public health organization in the world. It works with its member countries to improve the health and the quality of life of the people of the Americas. It also serves as the Regional Office for the Americas of WHO.

Links:

Epidemiological alert: Measles outbreaks and implications for the Americas
PAHO immunization program
http://twitter.com/pahowho #vaccination
Last Updated on Wednesday, 11 February 2015 11:13

O SAL DA TERRA – Beto Guedes

Leia a letra e veja o vídeo, logo abaixo.    

http://youtu.be/irTKizOHmxU

Anda! Quero te dizer nenhum segredo

Falo nesse chão, da nossa casa Vem que tá na hora de arrumar…

Tempo! Quero viver mais duzentos anos

Quero não ferir meu semelhante Nem por isso quero me ferir

Vamos precisar de todo mundo

Prá banir do mundo a opressão

Para construir a vida nova

Vamos precisar de muito amor

A felicidade mora ao lado

E quem não é tolo pode ver…

A paz na Terra, amor

O pé na terra

A paz na Terra, amor

O sal da…

Terra! És o mais bonito dos planetas

Tão te maltratando por dinheiro

Tu que és a nave nossa irmã

Canta! Leva tua vida em harmonia

E nos alimenta com seus frutos

Tu que és do homem, a maçã…

Vamos precisar de todo mundo

Um mais um é sempre mais que dois

Pra melhor juntar as nossas forças

É só repartir melhor o pão

Recriar o paraíso agora

Para merecer quem vem depois…

Deixa nascer, o amor

Deixa fluir, o amor

Deixa crescer, o amor

Deixa viver, o amor

O sal da terra

http://youtu.be/irTKizOHmxU

VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS – VLT – RIO

O VLT está chegando ao centro do Município do Rio de Janeiro. Leia os artigos e assista o vídeo sobre como será a implantação do VLT no Rio e um, maior, de cerca de 25 minutos, sobre o VLT francês, em funcionamento. Espero que sua implantação cause um impacto ambiental favorável no centro do Rio: menor poluição sonora (os VLTs são muito mais silenciosos do que ônibus e automóveis), menor poluição de gases dos motores dos ônibus e automóveis, maior conforto e velocidade média maior

. Aproveite e acesse outros posts do meu blog: dialogosessenciais.com

Paulo Martins – dialogosessenciais.com

http://youtu.be/hOQlr1NyT8A

http://youtu.be/iDJonFiRiPo

O QUE É VLT? Com seis linhas, o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) é uma espécie de bonde moderno que vai mudar para melhor Continue lendo “VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS – VLT – RIO”

O Mercado como Deus

Blog Cidadania & Cultura

Deus_Mercado

Quando circulei meu Texto para Discussão, Poupança: Economia Normativa Religiosa, a estimada professora da UFRJ, Ana Célia Castro, enviou-me o link de um artigo com a mensagem: “Você vai adorar.” Dito e feito, adorei sua ironia! E resolvi traduzi-lo. Não foi fácil, pois tinha muitos termos religiosos que eu desconhecia, tal como “dispensação“: período de experiência a que um protestante é submetido para provar a sua obediência a algo especialmente revelador da vontade de Deus. Seu subtítulo é: “Viver na nova dispensação”.

Harvey Cox é professor de Teologia da Universidade de Harvard. Publicou o texto abaixo no dia 1 de março de 1999, ápice da Era Neoliberal, após as crises mexicana (1995), asiática (1997), russa (1998), brasileira (1999). Vislumbrou o que ocorreria a partir da divinização de O Mercado.

“Alguns anos atrás, um amigo aconselhou-me que “se eu quisesse saber o que estava acontecendo no…

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Protesto nas Universidades Europeias Por Um Novo Ensino da Economia

Trata-se de uma artigo publicado no blog Cidadania&Cultura, do Fernando Nogueira da Costa, no final de 2013, e ainda muito atual. Publiquei no meu blog um texto do Galbraith, de 1972, que levanta o assunto, não em todas as dimensões discutidas hoje em dia, mas que toca em pontos fundamentais. Leia o post do Fernando, leia o meu post com o discurso de 1972 do Galbraith e tire suas próprias conclusões. Quase 43 anos se passaram desde o discurso do Galbraith e o assunto continua atual. Será necessária outra crise igual a de 2009?
Paulo Martins. dialogosessenciais.com

Blog Cidadania & Cultura

HOMO-ECONOMICUS-Adam-Smith-Karl-Marx-John-Maynard-Keynes-David-Ricardo-Veblen-Thorstein-George-Arthur-Akerlof-Herberd-Simon-Robert-Shiller

Reproduzimos abaixo a matéria publicada no Jornal dos Negócios de Portugal e já reproduzida no site CartaMaior a respeito do debate cujos documentos originais citados postamos antes neste modesto blog — Estudantes de Economia necessitam aprender mais do que Teoria Neoclássica e Manifesto Pós-Autista: Carta Aberta dos Estudantes aos Professores Responsáveis pelo Ensino de Economia. Agora, há um site do movimento Rethinking Economics, do Post-Crash Economics, um Institute for New Economic Thinking e um Post Keynesian Economics Study Group. Houve conferências como Are Economics Graduates Fit For Purpose?.

A forma como se ensina economia nas universidades é anacrônica e está “presa numa cápsula do tempo”.

Por Helena Oliveira, Jornal de Negócios (Portugal)

Adam Smith, Karl Marx, Joseph Schumpeter e John Keynes

Até aqui, poderia ser chamada como uma “revolução silenciosa”. Um pouco por todo o mundo, grupos de estudantes de Economia estão a organizar-se e a erguer a sua voz exigindo uma reforma nos…

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Hey You – Pink Floyd

http://youtu.be/jQcBwE6j09U

 

Hey You (Waters) 4:39

Hey you, out there in the cold
Getting lonely, getting old
Can you feel me?
Hey you, standing in the aisles
With itchy feet and fading smiles
Can you feel me?

Hey you, dont help them to bury the light
Don’t give in without a fight.

Hey you, out there on your own
Sitting naked by the phone
Would you touch me?
Hey you, with you ear against the wall
Waiting for someone to call out
Would you touch me?
Hey you, would you help me to carry the stone?
Open your heart, I’m coming home.

But it was only fantasy.
The wall was too high,
As you can see.
No matter how he tried,
He could not break free.
And the worms ate into his brain.

Hey you, standing in the road
always doing what you’re told,
Can you help me?
Hey you, out there beyond the wall,
Breaking bottles in the hall,
Can you help me?
Hey you, don’t tell me there’s no hope at all
Together we stand, divided we fall.

[Click of TV being turned on]
“Well, only got an hour of daylight left. Better get started”
“Isnt it unsafe to travel at night?”
“It’ll be a lot less safe to stay here. You’re father’s gunna pick up our trail before long”
“Can Loca ride?”
“Yeah, I can ride… Magaret, time to go! Maigret, thank you for everything”
“Goodbye Chenga”
“Goodbye miss …”
“I’ll be back”