Distribuindo os Benefícios da Tecnologia – J. Bradford DeLong

Neste artigo o autor avalia que “para garantir que os trabalhadores dos EUA possam, hoje e no futuro, capturar os benefícios da tecnologia será necessário redesenhar o sistema econômico norte-americano”. Em sua opinião, somente se forem encontrados os caminhos para dar o real valor aos bens produzidos, os Estados Unidos serão capazes de sustentar uma classe média, em vez de sustentar os tecno-plutocratas e seus servos do setor serviços.

Apresento tradução de parte do texto e o link para o texto completo em inglês. Se desejar obter o texto completo em português, favor enviar um email para dialogosessenciais@gmail.com.

BERKELEY – Nos Estados Unidos, apenas três em cada dez trabalhadores são necessários para produzir e entregar os bens que consumimos. Tudo o que extraimos, cultivamos, projetamos, construimos, produzimos e transportamos, até preparar um copo de café na cozinha de um restaurante e transportá-lo para a mesa do cliente – é feito por cerca de 30% da força de trabalho do país. O resto de nós gastamos nosso tempo planejando o que fazer, decidindo onde instalar as coisas que fizemos, realizando serviços pessoais, conversando uns com os outros e mantendo o controle do que está sendo feito, para que possamos descobrir o que precisa ser feito em seguida. E, no entanto, apesar da nossa óbvia capacidade para produzirmos muito mais do que precisamos, nós não parecemos ser abençoados com um excesso de riquezas. Um dos grandes paradoxos do nosso tempo é que os trabalhadores e as familias de classe média continuam suas batalhas em uma época de abundância incomparável.

Nós, os países desenvolvidos, temos mais do que suficiente para cobrir as nossas necessidades básicas. Temos suficientes ligações carbono orgânico a hidrogênio para quebrar e nos fornecer energia; quantidades suficientes de vitaminas e outros nutrientes para nos manter saudáveis; abrigo suficiente para nos manter seco; roupas o suficiente para nos manter aquecidos; capital suficiente para nos manter, pelo menos potencialmente, produtivos; e entretenimento suficiente para nos impedir de ficar entediados. E nós produzimos tudo isso por uma média de menos de duas horas por dia de trabalho fora de casa.

John Maynard Keynes não errou por muito quando ele famosamente previu em 1930 que o “problema econômico, a luta pela subsistência,” da humanidade era susceptível de ser “resolvido, ou seja, pelo menos, a solução estava à vista a menos de cem anos.” Vai levar mais uma geração, talvez, antes dos robôs tomarem completamente a fabricação, o trabalho na cozinha e a construção; e o mundo em desenvolvimento parece estar atrasado 50 anos. Mas Keynes acertou no alvo no seu ensaio destinado aos tetra-netos de seus leitores.

Read more at http://www.project-syndicate.org/commentary/abundance-without-living-standards-growth-by-j–bradford-delong-2015-02#PR6JUcS06YBtmXzk.99

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s