Manipulação Midiática : Reincidência

Em artigo intitulado Carga Negativa, publicado hoje no Jornal O Globo, Paulo Nogueira Batista Jr. afirma estar horrorizado e estarrecido com o que ele chamou de “imensa carga de negatividade na imprensa, nos meios de comunicação e nas conversas”.

Como exemplo ele menciona a matéria de uma página inteira publicada em um grande jornal de São Paulo sobre o filme Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert. Na matéria, o crítico “entendeu o filme como um panfleto da era Lula” e considera algumas das personagens principais como peças de propaganda governista.

Segundo Paulo Nogueira, “a violenta disputa política em curso no país está contaminando tudo, absolutamente tudo. É o que acontece, de forma nítida, com o noticiário econômico. Não há dúvida de que a situação é muito precária e vai continuar precária por algum tempo. Mas há aspectos positivos que recebem pouca ou nenhuma atenção”.

“Um exemplo: o forte ajustamento das contas externas em 2015. Durante muitos anos, o Brasil acumulou grave problema de sobrevalorização da moeda nacional. A moeda forte prejudicou muito a indústria do país e foi gerando um desequilíbrio crescente e perigoso nas contas externas do país.

Agora, a depreciação do real, combinada com a retração da demanda interna, está produzindo uma correção rápida do desequilíbrio externo, diminuindo nossa vulnerabilidade. E a depreciação cambial vai ajudar a tirar a economia da recessão, estimulando exportações e setores que competem com importações”.

Paulo Nogueira conclui seu artigo comentando o noticiário sobre as contas públicas:

“Sobre as contas públicas, aliás, o que se afirma e escreve envolve frequentemente exageros monumentais. “Caos”, “descalabro”, “tragédia fiscal” são algumas das expressões repetidas incessantemente em artigos, reportagens e entrevistas. O Brasil tem, sim, um problema fiscal, agravado pela crise política. Mas há quem compare o Brasil à Grécia! Quem o faz não tem a mais remota ideia do que foi a calamitosa irresponsabilidade dos governos gregos no período que antecedeu à crise internacional de 2008”.

Paulo Nogueira Batista Jr. é doutor em economia e vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (banco dos BRICS), mas expressa seus pontos de vista em caráter pessoal.

Paulo Nogueira Batista Jr. explicitou o que estamos, todos os que não se deixam manipular pela grande mídia, pensando: a mídia nacional perdeu a vergonha e a noção de ridículo.

Qual a novidade? A grande mídia é reincidente. Apoiou a ditadura em todos os aspectos e, muitos anos depois, veio a público pedir desculpas pelos seus erros do passado.

Daqui a 20 anos, no fundo do poço de suas audiências ou vendas de jornais e revistas, eles (a grande mídia) vão substituir os Bonners, os Mervais, os Sardenbegs, as Tacanhedes, as Leitões, por outros “inocentes inúteis” que lerão texto do Kamel pedindo desculpas aos seus leitores, telespectadores e clientes pelos erros e manipulações das duas últimas décadas. Será tarde demais.

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