“Apolíticos”, apadrinhados, “revoltados” e outras aberrações da nossa história política recente

“Numa reação aos aliados infiéis na votação da reforma trabalhista, articuladores políticos do governo dizem, reservadamente, que era preciso transmitir uma mensagem de endurecimento. Daí ter demitido indicados de deputados. No entanto, a intenção é tirar os cargos de alguns poucos parlamentares.

O governo não pode abrir mão de tentar convencer deputados reticentes. Não é prudente brigar com deputados que votaram contra a reforma trabalhista e que serão necessários na previdenciária, batalha ainda mais dura. Dado o recado, o governo mantém aberto o balcão para negociar cargos e emendas.       Do Blog do Kennedy Alencar

Meus comentários:

Temer mantém aberto o balcão de negócios que derrubou a presidente Dilma e o colocou em seu lugar. As exonerações de alguns ocupantes de cargos públicos que entraram para o serviço público  pela janela do golpe já foram publicadas no Diário Oficial da União. Outras virão. Mas, como informa Kennedy Alencar, Temer mantém aberto o balcão de negócios.

A indicação de apadrinhados políticos, antes chamada pela mídia golpista, pejorativamente, de “aparelhamento”, agora é aceita sem qualquer contestação. Agora, o toma lá dá cá é considerado ” legítimo exercício democrático da saudável negociação política”.

Como sabemos, as indicações políticas para cargos de confiança na administração pública federal é uma das porteiras por onde entra a corrupção. As emendas parlamentares são, em muitos casos, pagamento pelos políticos patrocinadores destas emendas em retorno aos grandes financiadores – por caixa um ou caixa dois – de suas campanhas eleitorais.

Procure pelos indignados, revoltados, libertários e pelos que lhe chamaram para ir para a rua em 2015 e início de 2016. Procure por aqueles que se intitulavam “apartidários” e você vai encontrá-los aboletados em cargos públicos e em mandatos políticos de partidos envolvidos na corrupção que juravam combater. Calam-se ou não saem da toca em claro sinal de apoio ao governo de Temer e seus ministros, multi-citados nas delações premiadas.

Muito, mas muito mais rápido do que parecia perderam suas bandeiras e discursos. Estão tão nus quanto o rei que eles entronizaram.

Triste país sempre abortado.

Mas, também, esperar o quê se eles eram “milhões de Cunha”? Que tenham se transformado em “milhões, envergonhados, de Temer” é consequência natural. Qual a surpresa?

Paulo Martins

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