Sobre o massacre no Amazonas …

 

Por Flávio Antonio da Cruz

“O governador do Amazonas diz que não havia santos entre os mortos. Nas entrelinhas do seu discurso, afirma-se que quem morreu merecia mesmo ter morrido. A expressão é para lá de infeliz, sobremodo quando proferida por uma autoridade pública. No final das contas, ela faz coro com o fascismo cotidiano que imagina que todo suspeito/preso/condenado deva ser morto ou que massacres como esse não deveriam causar comoção a ninguém. São esses os autoproclamados homens bons – bonus pater familiae… Quando ele diz que não havia santos em tal ou qual lugar, parece acreditar que haja santos em suas hostes. O que resta é medo da noção de justiça que esses ‘homens santos’ disseminam por aí…”

O Senado e a sabatina do Dr. Fachin

Jiddu Krishnamurti, filósofo e escritor hindu, dizia que “Se realmente entendemos o problema, a resposta virá dele, porque a resposta não está separada do problema.” Dizia também que uma pergunta bem feita traz, nela própria, a resposta.

É o caso da pergunta do leitor Célio, que comentou no blog Conversa Afiada, sobre a sabatina que os senadores submeteram o Dr. Fachin, indicado a ministro do Supremo, pela Presidente Dilma. Veja a pergunta abaixo. A resposta é óbvia, não é mesmo?

Célio

Estará o Senado à altura de sabatinar Fachin com correção, sem envergonhar a Sociedade e ao próprio Senado?

O Congresso tem assessores competentes, encarregados de preparar as perguntas e orientar os srs. parlamentares. Mas, como o Dr. Fachin é um erudito, muito bem preparado, acho que alguns senadores não vão entender as respostas.

Como velho marinheiro, durante o nevoeiro, Dr. Fachin vai ter que saber levar o barco devagar.