Uma desigualdade do tamanho do Brasil

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O aumento do fosso é a única estratégia conhecida e aplicada pela equipe econômica de Meirelles e Temer. Não há ponte capaz de cobrir a distância causada pela concentração de renda e pela desigualdade.

Dos que estão afundados no abismo, nos guetos e favelas, alguns passarão de desempregados para “empregados” sem carteira assinada, salários pela metade. Muitos de carteira assinada passarão a empregados sem CLT, terceirizados. “Modernizados”.

Muitos dos que caíram nos abismos ficarão lá, vegetando, sobrevivendo como der, burros-sem-rabo, desempregados, pedintes, camelôs, jogados nas ruas e nas cracolândias, estagiários do crime, por muito tempo.

Estes serão os que não puderam passar por um “retrofit”, não conseguiram “se reinventar”, não puderam ïnvestir em sua “empregabilidade”, não se tornaram “empresários de si” e não se tornaram sonegadores “pejotizados”, como os principais artistas e profissionais Globais.

Jogados na lata de lixo de materiais inservíveis ficarão por aí, zanzando como mortos-vivos, incapazes de encaixar na “moderna” economia neoliberal, esperando por “mãos invisíveis” que lhe cavem uma cova em palmas medida, nem rasa nem ancha, melhor do que o que tiveram em vida.

Anota aí: os empregos destruídos nessa fase perversa do desenvolvimento da economia capitalista global jamais serão recuperados com a qualidade e a quantidade do ciclo anterior do giro da roda do crescimento econômico pré-bolha norte-americana de fins de 2007/início de 2008. Assim mesmo, de um fôlego só: sem ponto e sem vírgula.

Charge compartilhada por Ulysses Ferraz.

Autor da charge: identificado na própria charge.

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