Não tem nada na cabeça

“É natural, é natural. Agora… a maioria ali é militante. É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7 x 8 não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil”. Jair Bolsonaro.

Esta é parte de uma entrevista de uma pessoa que carrega mal, porque lhe pesa uma tonelada, a faixa de presidente da República.

Qualquer um que ofendesse os manifestantes universitários como Bolsonaro ofendeu mereceria recriminação. Vindo de um presidente da República é mais grave ainda.

Há muitos anos participei de um seminário interno de Gestão Empresarial patrocinado pela empresa empregadora e destinado a todo quadro gerencial da companhia. O consultor responsável pelo treinamento era experiente e competente. Uma de suas primeiras observações era sobre o cuidado que um gerente deveria ter com as palavras e gestos ao dirigir-se à sua equipe. Sobre este assunto gravei uma interessante imagem passada pelo consultor. Segundo ele, os membros da equipe ouvem o gerente como se este estivesse falando com um megafone, especialmente quando o gerente é mal-educado, injusto ou ofende seus funcionários. Bolsonaro ofendeu os universitários manifestantes – finalmente manifestantes – em entrevista coletiva. Tinha um megafone, caixas de som e amplificadores nas mãos. E usou da pior forma possível. Talvez a única que ele aprendeu em seus 60 anos de falta de educação e grosseria.

Se um presidente da República, responsável pela administração de um país com 208 milhões de pessoas como é o caso do Brasil, não tem capacidade de avaliação, inteligência e equilíbrio emocional para lidar com este tipo de situação apresentada neste dia 15 de maio pelos manifestantes favoráveis à educação pública, teria capacidade para resolver os graves assuntos da vida política e econômica do país?

Deixo aqui a pergunta. A resposta parece óbvia. É um sonoro NÃO.

Paulo Martins

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